Relatório da reunião de 10 de agosto de 2013 (não houve observação de aves pois estava chovendo muito)

Com vinte e duas pessoas presentes, iniciamos a reunião (que foi num clima muito descontraído!) pouco depois das 9h15min, com a apresentação de novos membros presentes.

Marcelo Medaglia na palestra “Parques americanos: contrastes e diferenças com o Brasil”, nos mostrou um pouco da sua experiência nas viagens aos Estados Unidos, destacando o cuidado e o orgulho que as pessoas têm de seus parques e o imenso número destes que existe por lá, nacionais, estaduais e municipais, que têm infra-estrutura perfeita, com muitas opções para os observadores de aves, as quais são vistas com muita facilidade. Mesmo em parques próximos de grandes metrópoles existe uma fauna exuberante inclusive com mamíferos de grande porte avistados, por exemplo em Long Island. Destaque para o “Big Thicket” (Texas) que tem muito de sua área nas matas ciliares ao longo dos rios da região. Também nos mostrou outros locais como Cape Cod, Acadia National Park e White Mountain National Park. Ficamos todos nos perguntando por que aqui não é assim, por que nossas áreas naturais não tem o devido respeito e carinho...

Em seguida Ruben Poershcke, num relato entusiasmado, nos contou sobre sua visita à Patagônia argentina e chilena em janeiro (península Valdés, pinguinera de Punta Tombo, Parques Nacionais da Terra do Fogo, Torres del Paine e Los Glaciares e Laguna Nimez), e iniciou dizendo que nosso vizinhos também têm parques muito bem conservados e organizados...Muitas fotos das paisagens belíssimas e das aves locais ilustraram o momento!

Após um pequeno intervalo, Flávio Silva começa nos propondo uma reflexão (bem apropriada após as palestras anteriores): por que aqui no Brasil é diferente?  E, se mostrando muito satisfeito ao ver o COA progredindo, diz que temos um papel importante na educação das pessoas, que é o único meio de se mudar uma cultura onde as áreas naturais não são valorizadas. A palestra do Flávio foi muito interessante (e divertida, ainda mais nos momentos em que nos mostrou fotos dos anos 70, nos primórdios do COA, onde apareciam alguns dos membros atuais: Beatriz, Ruben, Walter, Rosane e Dorinha). Contou sobre como funcionava a ornitologia da época, quando eram poucas pessoas a trabalhar com aves e não se utilizavam binóculos e sim espingardas (pois era fase de coleta e catalogação). Nos falou de suas muitas viagens por todo o RS na companhia de Willian Belton – que começou a observar aves quando comprou um guiazinho de identificação num mercadinho na Austrália! - e algumas vezes do Sick. Nos contou das dificuldades para a fotografia de aves, quando as lentes eram pesadas demais e não existiam as câmeras digitais, e para fotografar um animal em detalhes era preciso capturá-lo colocá-lo dentro de uma tenda, esperar que se acalmasse e aí sim tirar a foto! Os guias “Aves do RS” e “mamíferos do RS” tem as fotos tiradas desta maneira. E, entre tantas outras histórias que prenderam nossa atenção, nos contou de um acampamento no local conhecido como “Chaleira Preta” (hoje onde fica o Pólo Petroquímico) quando resolveram fundar o COA! Dali surgiram cursos de observação de aves não só aqui no RS mas em alguns outros estados e bastante visibilidade ao grupo na época. Foi muito bom ouvir o Flávio nos contar essas experiências todas, tenho certeza de que todos os presentes se sentiram tocados pelas experiências compartilhadas!

 


Foto: Walter Hasenack

 


Foto: Walter Hasenack

 


Foto: Walter Hasenack

 

 


Foto: Walter Hasenack

 

 


Foto: Walter Hasenack