Relato da reunião do dia 26 de abril de 2014 no Jardim Botânico

Num dia belíssimo de sol saímos para observação às 8h. Avistamos um total de 26 espécies (nosso máximo observado foi de 36!). O ponto alto foi uma saracura-sanã (Pardirallus nigricans) que ficou um bom tempo dando sopa numa área aberta, bem visível a todos!

Um pouco depois das 9h iniciamos a reunião, com a presença de 20 pessoas. Walter Hasenack nos falou sobre as atividades planejadas para maio, saídas ao Banhado dos Pachecos (dia 18) e observação de aves pelágicas em Torres (dia 24), a reunião do núcleo de fotografia (dia 10) e também nossa reunião periódica (dia 31). Mês cheio!

Estamos muito satisfeitos pois os sócios estão se mobilizando de maneira independente para realizarem as “saídas relâmpago”, e conversamos sobre o melhor modo de organizá-las, para que não entrem mensagens demais na caixa de e-mail de todos. Assim, o e-mail inicial vai para o grupo e a partir daí as combinações seguem pelo Fórum.

Na sequência Fabio Duarte nos brindou com uma apresentação de fotos de nossa ida a Lagoa do Peixe, fotos essas dele mesmo e de alguns dos participantes.

Sílvia Richter nos mostrou fotografias e vídeos da ida ao Parque Estadual de Espigão Alto, com a ajuda do Glayson Bencke na identificação e comentários. Por lá foram registradas 137 espécies de aves! Lugar para entrar na agenda do COA...

Após um pequeno intervalo, Diógenes Machado nos apresentou a palestra “Comunidades de aves campestres no sul do Brasil e suas associações com estrutura de habitat”, que foi o tema de sua dissertação de mestrado defendida recentemente. Esse assunto gerou um bom debate sobre nossos campos naturais e o melhor uso do mesmo para a manutenção das espécies de aves. Falamos sobre a iniciativa “Alianza del Pastizal”, que trabalha para conservar os campos naturais do Cone Sul por meio do incentivo à pecuária sustentável, inclusive com certificação do produto final ao consumidor. Vale acessar o site: http://www.alianzadelpastizal.org/en

Para baixar a lista de aves observadas, clique >>aqui<<

 


Foto: Walter Hasenack

 

 


Foto: Walter Hasenack

Reunião e Assembleia Geral - 22/03/2014

Local: Jardim Botânico - Porto Alegre

Às 8 horas da manhã, dez pessoas estavam prontas para inciar as atividades de observação no Jardim Botânico em Porto Alegre, quando uma chuva repentina frustrou as pretensões do grupo. Ficamos então na escolinha, instalando os equipamentos para a reunião e batendo um papo descontraído, enquanto mais pessoas iam chegando para a reunião, que iniciou às 9 horas.

As boas vindas foram dadas aos que estavam pela primeira vez comparecendo a uma reunião do COA-POA. Eles se apresentaram, assim como aqueles que, apesar de já terem participado de alguma atividade do grupo, ainda são associados recentes e pouco conhecidos da maioria, agilizando a integração de todos.

Vinte e quatro pessoas estavam presentes, quando Kleber Pinto de Oliveira e Jorge Correa Neto iniciaram o relato da viagem que ambos fizeram ao extremo oeste do RS, visitando a cidade de Uruguaiana e seus arredores, bem como o Parque Estadual do Espinilho, em Barra do Quaraí. Kleber iniciou relatando e mostrando fotografias das características físicas, de flora e da mastofauna do Parque do Espinilho, bem como os locais próprios para observação. A seguir Jorge mostrou as excelentes fotografias que fizeram nesta saída, tanto na área do Parque do Espinilho, assim como em outras áreas visitadas, com destaque para o cardeal-amarelo, coperete, suiriri-cinzento, guaracava-modesta, arapaçu-platino, corredor-crestudo, tio-tio-pequeno, bico-reto-azul, caboclinho-de-sobre-ferrugem, caboclinho-de-papo-escuro, maçarico-solitário e capacetinho (este três últimos fora do Parque do Espinilho).

A seguir foi instalada a assembleia geral, presidida por Walter Hassenack e secretariada por Beatriz S. Hasenack. Foi lido o edital da assembleia que então foi declarada aberta. Seguiram-se os relatos das atividades de 2013 e os agradecimentos àqueles que contribuíram com o COA-POA no ano passado. Os presentes passaram a fazer a avaliação final da propsota de estatuto que foi já havia sido enviado a todos os associados do COA-POA no início do ano de 2014 e que recebeu inúmeras melhorias sugeridas pelos mesmos. Walter destacou os pontos fundamentais deste estatuto que foi redigido com base na lei 9.790/99 e aprovado na íntegra, sem modificações por todos os presentes, que pode ser lido em www.coapoa.org/sobre-o-coa/estatuto.

Feito isto, passou-se a nominar os membros integrantes da chapa da diretoria para o exercício 2014, que também foram aprovados por todos e cuja nominata encontra-se em www.coapoa.org/sobre-o-coa/diretoria.

A ata da assembleia foi projetada e todos puderam apreciar os seus dados pessoais constantes neste documento e as últimas correções foram realizados, para que no intervalo que se seguiu, o documento fosse impresso em duas vias.

Após o rápido intervalo, enquanto os presentes firmavam a Ata da Assembleias Geral de Constituição do Clube de Observadores de Aves de Porto Alegre (COA-POA), Jair Kray e Glayson Bencke relataram e ilustraram com imagens uma recente viagem ornitológica que fizeram à região da Missões, cobrindo um roteiro entre São Francisco de Assis e Garruchos, no noroeste do RS. Jair relatou as características botânicas e de relevo da região visitada, fazendo referências a espécies como pau-ferro, cabreúva e canafístula entre outras. Falou também do risco de alagamento que parte da região visitada sofre, em função dos projetos de hidrelétricas projetadas para esta área do Estado. Glayson passou a mostrar belas fotografias de aves feitas por Jair durante a viagem. Na região de S. Francisco de Assis viram entre outras a marreca-cabocla, o frango-d'água-azul e o bacurau pequeno. Em Itacurubi e arredores avistaram a tesoura-do-brejo, o caboclinho, a maria-cavaleira e o maçarico-do-campo, migrante da América do Norte. Mas o melhor estava por vir. Um registro inédito para o Estado foi feito em São Nicolau e relatado pelo Glayson como um presente de aniversário para ele, pois exatamente no dia 12 de fevereiro avistaram, fotografaram e fizeram um vídeo de um grupo de aproximadamente 100 indivíduos de sauveiro-do-norte, espécie de gavião do mesmo gênero do sovi e batante parecido com ele. Ainda em São Nicolau avistaram e fotografaram o caracoleiro, uma ave rapinante com poucos registros no RS. Já em Garruchos, área onde no passado William Belton e Flávio Silva estiveram muitas vezes, fotografaram o bico-virado-carijó e o chocão-carijó.

Durante esta apresentação 20 pessoas assinaram a ata da assembleia e ao final ainda foi realizada uma fotografia para registrar este importante momento na trajetória do COA-POA. 

 

 Foto: Fabio Duarte

 

 Foto: Fabio Duarte

 

 

 

Foto: Fabio Duarte

 

Local: Jardim Botânico - Porto Alegre

Pois a manhã do dia 25 de novembro estava linda, sol e céu azulzinho...às 8h saímos a observar as aves do Jardim Botânico, e dessa vez registramos 36 espécies, algumas delas dando show como a peitica (agora eu não a confundo mais com o bem-te-vi-rajado!), os andorinhões-do-temporal dando rasantes nas copas das tipuanas (caçando insetinhos atraídos pelas flores?), o socozinho paradinho nos galhos na margem do lago...enfim, perfeito!

Às 9h, com 23 presentes, começamos a reunião, com a apresentação de novos participantes e com o Walter apresentando o cronograma de saídas para o próximo ano, com datas apertadas pela falta de feriadões (acho que aqui no Brasil tinha que ser como na Austrália, se um feriado cai no domingo, passa automaticamente para a segunda!).

Kleber na sequência fez relatos das saídas independentes que fez junto a outros amigos do COA, para Barra do Ribeiro (48 espécies registradas), Santo Antônio da Patrulha (92 spp) e Banhado dos Pachecos em duas oportunidades (92 spp).
As pessoas dentro do nosso grupo estão se organizando e fazendo saídas assim, combinando previamente ou mesmo de véspera e trazendo muitas experiências interessantes!

Diógenes nos trouxe o relato e muitas fotos dos 25 dias que passou em trabalho de campo em Goiás, onde registrou 278 espécies de aves, na região de cerrado à oeste de Brasília, e também junto ao Parque Estadual Pirineus e na Serra do Jaraguá.

No intervalo, fomos para a sombra das árvores em frente à escolinha, onde ficamos bebericando chá e conversando muito animadamente!

Logo após, César Rodrigo dos Santos, biólogo, que já participou de 8 temporadas com a Unisinos na Antártida fez a palestra "As Aves do Mundo Gelado". Iniciou nos contando um pouco sobre o histórico da exploração na região e depois nos mostrando o trabalho desenvolvido por lá, que entre outros, efetua o censo anual da população reprodutiva das aves e monitoramento das áreas de reprodução, muda e de alimentação.
Tenho certeza de que todos ficaram fascinados com o relato e com a fotografias, (o que se notou pela grande participação dos presentes através de perguntas constantes) e também com a coragem e disposição dos pesquisadores, ficar 3 meses num refúgio (não, não é na base...) e em barracas não é para qualquer um!

Esta foi a última reunião do ano, e ainda nesta semana daremos detalhes sobre a saída/confraternização do dia 8 próximo! Janeiro e fevereiro é nosso recesso, mas as aves seguem por aí, podemos nos falar e combinar saídas informais, ainda mais que muitos estarão pelo litoral, onde tem muitos lugares bons para passarinhar...

 

Para baixar a lista de aves observadas, clique >>aqui<<

 

 


Foto: Walter Hasenack

 

 


Foto: Walter Hasenack

 

 


Foto: Walter Hasenack

 

 


Foto: Walter Hasenack

 

 


Foto: Walter Hasenack

 

 


Foto: Walter Hasenack

 

 


Foto: Walter Hasenack

 

 


Foto: Walter Hasenack

 

Dia de sol, finalmente pudemos realizar observação de aves antes da reunião! Saímos a caminhar pouco depois das 8h, 13 participantes. Foram registradas 36 espécies, com destaque para uma fêmea de fim-fim construindo o ninho, um beija-flor-preto-de-rabo-branco nas flores de pata-de-vaca, um pia-cobra cantando bem à vista, uma fêmea de pica-pau-verde-barrado...Vimos (ou melhor, ouvimos!) a diferença entre a guaracava-de-bico-curto e o tuque, ambos muito bem observados!

Após às 9h começamos a reunião, iniciando com a apresentação de 3 novos participantes. Walter comentou sobre os Núcleos dentro do COA, e que agora foi criado o Núcleo de Educação Ambiental (responsável: Maria do Carmo). Em seguida, Maria do Carmo fez um relato com fotos dos dois eventos do dia da ave, dia 5 de outubro no Parque Zoológico de Sapucaia e dia 6 na Redenção, este exclusivo do COA. Foram mostradas as aves customizadas pelos artistas do Brique, e as mesmas serão fotografadas, terão os autores identificados e serão disponibilizadas no nosso site.

Para o próximo dia da ave se pretende repetir o evento, mas daí com mais planejamento e envolvendo mais os membros do grupo, tanto no planejamento como na execução.

Rosane nos falou um pouco mais sobre o guia digital que o COA ajudará a elaborar para o Batalhão Ambiental da BM, com as espécies de aves mais comuns encontradas nas apreensões.

Após o intervalo, Glayson nos brindou com uma excelente exposição sobre a reavaliação da lista das espécies da fauna silvestre ameaçadas de extinção no RS (que não era atualizada há 10 anos), da qual foi coordenador. Ele nos contou como foi todo o processo de elaboração da lista, que utiliza critério estabelecidos pela IUCN que estima risco de extinção de cada espécie. Neste momento a lista está em fase de homologação e publicação. Foram 129 pesquisadores de 40 instituições, mais 146 colaboradores de mais 46 instituições, num total de 1584 espécies avaliadas (100% dos mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes de água doce!).

Em relação às aves, foram 666 espécies avaliadas, sendo que 91 (14% do total) estão regionalmente ameaçadas (9 regionalmente extintas, 13 criticamente em perigo, 32 em perigo e 46 vulneráveis). Conforme comentava e mostrava alguns exemplos de aves constantes na lista, também nos mostrava onde o COA poderia observá-las! Locais anotados, alguns já nossos conhecidos, como o PE do Turvo, o PN da Lagoa do Peixe, a FloNa de São Francisco de Paula e o Refúgio de Vida Silvestre Banhado dos Pachecos!

 

Para baixar a lista de aves observadas, clique >>aqui<<

 

 
Foto: Marco Aurélio Torres Antunes

 

 


Foto: Walter Hasenack

 

 


Foto: Walter Hasenack

A pauta divulgada era:

08:00 Observação de aves no Jardim Botânico

09:00 Resumo das observações

09:15 Relatos dos associados: Marcelo Meller Alievi - Experiência na reserva Guainumbi/Ubatuba.

09:40 Relatos dos associados: Jorge Correia Souza Neto - Relato de uma saída para Santo Antônio da Patrulha e Banhado do Chico Lomã.

10:00 Intervalo

10:15 Palestra: Luiz Fernando de Souza, Biólogo atuante na Unidade de Assessoramento Ambiental - Divisão de Assessoramento Técnico Ministério Público/RS
Título: Estudo para delimitação de potenciais corredores ecológicos no município de Porto Alegre.

A reunião iniciou às 9h, não houve observação de aves devido à chuva, que estava bem intensa no início da manhã...talvez por isso tivemos poucos participantes, apenas 13 pessoas.

Começamos com a apresentação dos novos membros Jefferson, Camila e Fernanda. Sejam bem-vindos!

Walter comentou que já está em montagem o calendário de saídas para 2014 (estamos ainda abertos a sugestões), destacando que o próximo ano tem poucos feriadões, o que acaba restringindo as saídas longas.

Glayson falou sobre nossa próxima saída, dia 12 em Morro Reuter (mais informações ao longo da semana no site).

Em seguida o Marcelo Alievi nos brindou com muitas fotos tiradas nas suas duas idas à Reserva Guainumbi (http://www.guainumbi.com.br/site/) , que é uma RPPN em São Luiz do Paraitinga (190km de São Paulo), e também ao sítio Folha Seca, em Ubatuba. Ambos locais de mata atlântica que abrigam grande variedade de espécies de aves, que tem sua observação facilitada pelos comedouros que o pessoal instalou. Vale espiar o site! O colega Jorge vai para lá em breve, boa viagem!

Jorge então nos contou - e mostrou fotos - de duas saídas realizadas a Santo Antônio da Patrulha e ao Banhado Chico Lomã, (juntamente com o Osmar e O Kleber) que são locais próximos de Porto Alegre, bem próprios para as "saídas-relâmpago". Foram registradas 91 espécies de aves por lá.

Na sequência, o biólogo Luiz Fernando ministrou uma ótima palestra, falando sobre os corredores ecológicos, que são áreas de conectividade entre pontos de interesse, mostrando que nossa cidade tem áreas naturais fragmentadas e alertando para a pressão que nosso município sofre das grandes empresas do ramo imobiliário. O trabalho de mapeamento de locais prioritários está pronto, resta sabermos quando (e se...) será implantado.

Seguiu-se uma discussão e troca de ideias sobre o real interesse do poder público de defender as causas ambientais, em função de pressões que sofre e conflito de interesses, dado que alguns financiadores de campanhas também são diretamente interessados em ocupação de áreas de grande importância ambiental.  O que se sabe, com certeza, é que a comissão que elaborou o projeto dos corredores ecológicos de Porto Alegre foi dissolvida e não se sabe se o resultado do trabalho desenvolvido será utilizado algum dia.

A Duca falou um pouco sobre o evento que faremos no próximo domingo (em comemoração ao Dia da Ave), no parque da Redenção.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Relatório da reunião de 10 de agosto de 2013 (não houve observação de aves pois estava chovendo muito)

Com vinte e duas pessoas presentes, iniciamos a reunião (que foi num clima muito descontraído!) pouco depois das 9h15min, com a apresentação de novos membros presentes.

Marcelo Medaglia na palestra “Parques americanos: contrastes e diferenças com o Brasil”, nos mostrou um pouco da sua experiência nas viagens aos Estados Unidos, destacando o cuidado e o orgulho que as pessoas têm de seus parques e o imenso número destes que existe por lá, nacionais, estaduais e municipais, que têm infra-estrutura perfeita, com muitas opções para os observadores de aves, as quais são vistas com muita facilidade. Mesmo em parques próximos de grandes metrópoles existe uma fauna exuberante inclusive com mamíferos de grande porte avistados, por exemplo em Long Island. Destaque para o “Big Thicket” (Texas) que tem muito de sua área nas matas ciliares ao longo dos rios da região. Também nos mostrou outros locais como Cape Cod, Acadia National Park e White Mountain National Park. Ficamos todos nos perguntando por que aqui não é assim, por que nossas áreas naturais não tem o devido respeito e carinho...

Em seguida Ruben Poershcke, num relato entusiasmado, nos contou sobre sua visita à Patagônia argentina e chilena em janeiro (península Valdés, pinguinera de Punta Tombo, Parques Nacionais da Terra do Fogo, Torres del Paine e Los Glaciares e Laguna Nimez), e iniciou dizendo que nosso vizinhos também têm parques muito bem conservados e organizados...Muitas fotos das paisagens belíssimas e das aves locais ilustraram o momento!

Após um pequeno intervalo, Flávio Silva começa nos propondo uma reflexão (bem apropriada após as palestras anteriores): por que aqui no Brasil é diferente?  E, se mostrando muito satisfeito ao ver o COA progredindo, diz que temos um papel importante na educação das pessoas, que é o único meio de se mudar uma cultura onde as áreas naturais não são valorizadas. A palestra do Flávio foi muito interessante (e divertida, ainda mais nos momentos em que nos mostrou fotos dos anos 70, nos primórdios do COA, onde apareciam alguns dos membros atuais: Beatriz, Ruben, Walter, Rosane e Dorinha). Contou sobre como funcionava a ornitologia da época, quando eram poucas pessoas a trabalhar com aves e não se utilizavam binóculos e sim espingardas (pois era fase de coleta e catalogação). Nos falou de suas muitas viagens por todo o RS na companhia de Willian Belton – que começou a observar aves quando comprou um guiazinho de identificação num mercadinho na Austrália! - e algumas vezes do Sick. Nos contou das dificuldades para a fotografia de aves, quando as lentes eram pesadas demais e não existiam as câmeras digitais, e para fotografar um animal em detalhes era preciso capturá-lo colocá-lo dentro de uma tenda, esperar que se acalmasse e aí sim tirar a foto! Os guias “Aves do RS” e “mamíferos do RS” tem as fotos tiradas desta maneira. E, entre tantas outras histórias que prenderam nossa atenção, nos contou de um acampamento no local conhecido como “Chaleira Preta” (hoje onde fica o Pólo Petroquímico) quando resolveram fundar o COA! Dali surgiram cursos de observação de aves não só aqui no RS mas em alguns outros estados e bastante visibilidade ao grupo na época. Foi muito bom ouvir o Flávio nos contar essas experiências todas, tenho certeza de que todos os presentes se sentiram tocados pelas experiências compartilhadas!

 


Foto: Walter Hasenack

 


Foto: Walter Hasenack

 


Foto: Walter Hasenack

 

 


Foto: Walter Hasenack

 

 


Foto: Walter Hasenack

 

 

Cumprindo mais uma etapa do calendário anual do COA-POA, em 13/07/2013 realizou-se uma reunião lá no Jardim Botânico. Infelizmente amanheceu chovendo e não pudemos fazer observação de aves...bom, mas pouco depois das 9h iniciamos, como sempre com muitos assunto a tratar:

Walter Hasenack deu as boas-vindas aos presentes (18 pessoas) e comentou sobre nosso calendário até o final do ano;

Glayson Bencke lembrou que ainda há tempo de participar da consulta pública para a nova lista de animais ameaçados do RS através do site
http://www.liv.fzb.rs.gov.br/livcpl/?id_modulo=1&id_uf=23
onde, além de contribuir, podemos pesquisar o status de conservação de cada espécie da nossa fauna;

Gilberto Müller nos brindou com relato de sua viagem (junto com sua esposa Jurema) em maio deste ano ao sul da Bahia, nas localidades de Monte Pascoal, RPPN Veracel e praia de Coroa Vermelha, e nos mostrou fotos de várias espécies de aves registradas;

Cybele Marques fez um relato da saída de 8 de junho último em Torres, para observação de aves pelágicas, quando as mesmas deram show e proporcionaram muitas fotos lindas. Lembrou-nos da importância de levar uma bateria extra para a câmera e também do bom e velho Dramin;

Eduardo Chiarani relatou a saída ao Refúgio de Vida Silvestre Banhado dos Pachecos, que ocorreu também no dia 8 de junho, destacando a avistagem de um mocho-dos-banhados bem próximo, um bando de cerca de 200 gaivotas maria-velha e o primeiro registro para o local do trinta-réis-anão. Lembrou que cada vez que o COA visita o lugar registra uma espécie nova para somar às 223 de lá;

Ismael Franz, professor do curso de ciências biológicas da FEEVALE apresentou a instigante palestra "Além do registro: observando e estudando a história natural das aves", inicialmente elogiando a nossa presença numa manhã chuvosa de sábado e depois nos convidando a ir além do registro das espécies, a observar detalhes do comportamento reprodutivo, alimentar, interativo, da plumagem, das diferentes vocalizações, dos ambientes preferenciais das aves...enfim, a ficarmos atentos à história natural das mesmas (o que vai certamente ajudar na identificação). Citou pesquisadores como o Dr.Edwin O. Willis e o Dr. Alexander F. Skutch, que estudaram minuciosamente os hábitos de diversas espécies;

Por fim, Lara Both Palazzo nos deu um breve depoimento sobre a primeira reunião do Núcleo de Fotografia no dia 29 de junho (que contou com 17 participantes) e como já pôde inclusive aplicar dicas recebidas.

 


Foto: Walter Hasenack

 


Foto: Walter Hasenack

 

 


Foto: Walter Hasenack

 

 


Foto: Walter Hasenack

 

 

 
Foto: Walter Hasenack

Na manhã do sábado, dia 15/06/2013, na escolinha do Jardim Botânico em Porto Alegre, o COA-POA promoveu a III Oficina de Iniciação à Observação de Aves.

Com a presença de 37 participantes, Walter Hasenack deu as boas vindas, relatando brevemente a história do COA no Brasil e os Objetivos do COA-POA e as atividades que o Clube desenvolve atualmente.

Seguiram-se as palestras com temas técnicos, apresentadas por Eduardo Chiarani (o que são as aves e porque observá-las) e Glayson Benke (principais grupos de aves que compõe a avifauna do Rio Grande do Sul).

Orientações preciosas para que ninguém "entre numa fria" sobre quando e como observar aves foram dadas aos participantes, de uma forma muito agradável e divertida, pela Maria do Carmo (Duca).

Registrar as observações através de imagens, sons, desenhos ou por escrito é muito importante e Walter Hasenack discorreu brevemente sobre as diversas formas de fazê-lo.

De onde surgem os nomes populares das aves, como é composto um nome científico e dicas de identificação para quem está iniciando na atividade, foram dadas por Eduardo Chiarani, que complementou com as ferramentas que encontramos na internet para auxílio às identificação.

Um breve comentário sobre os diversos guias de campo que há no mercado, suas características, prós e contras de cada um deles, foi dado por Glayson Bencke.

Finalizando a oficina, Walter Hasenack teceu comentários sobre a parte prática da Oficina, que acontecerá durante a saída aberta, no dia 22/06, no Parque Mascarenhas de Moraes, no Bairro Humaitá em Porto Alegre.

A todos os participantes foi oferecido material didático em meio digital e um belo certificado de participação.

 


Foto: Glayson Ariel Bencke

 

 


Foto: Glayson Ariel Bencke

 

 


Foto: Glayson Ariel Bencke

Relato da reunião

Manhã linda de sol, temperatura bem agradável, saímos às 8h em grupo de 13 pessoas, para a observação de aves pelo Jardim Botânico. Foram registradas 19 espécies.

Às 9h iniciamos a reunião, com 22 presentes. Após breve relato sobre as aves avistadas, Jean Carlo Pinheiro dos Santos e Juliano Della Casa, biólogos, apresentaram resultados de seus registros das aves na zona sul de Porto Alegre desde 2009, chamando nossa atenção para o avanço imobiliário na região, em Belém Novo, que afeta diretamente o ambiente das aves. Há na região uma RPPN que ficou como sugestão de visita do COA!

Na sequência, foi feito um relato por Maria do Carmo Both (com as fotos sempre lindas do Fábio Duarte e do Osmar Sehn) de uma  das saídas "independentes" à Barra do Ribeiro, onde foram registradas, numa manhã de um sábado de abril, (Fábio, Duca, Osmar e Diógenes), 83 espécies ao longo da Estrada do Cortado e da estrada de acesso à fazenda Barba Negra. Um local próximo, acesso fácil, vale visitar!

Aurélea Mader em seguida relatou-nos o resultados das fotos dos Maçaricos-de-papo-vermelho (Calidris canutus) com bandeirolas, feitas na saída do COA na Páscoa. Foram 11 registros, os dados foram enviados ao bandedbirds.org, e tivemos que 4 aves foram anilhadas na Argentina, 3 nos EUA, 3 no Canadá e 1 no Chile, e TODAS elas tiveram o primeiro registro no Brasil feito pelo COA! A preocupação com o status da espécie é crescente, pois nota-se decréscimo das populações ao longo dos últimos anos e desde 1997 existe um esforço internacional para o estudo das mesmas, do qual o Brasil faria parte.
Aurélea, junto a outros pesquisadores e entidades, está empenhada na elaboração de um projeto para a marcação das aves aqui no nosso estado. Aqui mesmo no site do COA há mais informações sobre a espécie e sobre as marcações no tópico "notícias".

Após um intervalo, Walter Hasenack fez um "passeio pelo nosso site" e comentou um pouco sobre a história do COA, lembrando que Flávio Silva, um dos fundadores do COA em 1974, estará na nossa reunião de agosto.

Seguindo, José Antônio Fazio Sanabria apresentou-nos a palestra sobre as aves costeiras no nosso estado, que conta com 630km de costa! Mostrou-nos as espécies mais comuns e frisou que o RS é importante sítio de invernada de aves limícolas e que há um declínio generalizado das populações dessas aves migratórias, que dependem da preservação de sítios de interesse e vários países, portanto exigindo esforços internacionais para isso. Destacou que o maçarico-de-papo-vermelho tem aqui no nosso estado um ponto-chave na sua rota migratória de retorno ao hemisfério norte, pois é a partir daqui que vai efetuar a parte mais longa da viagem!

 

 

 

II Oficina de Iniciação à Observação de Aves

Numa bela e agradável manhã de sábado, na escolinha do Jardim Botânico em Porto Alegre, o COA-POA  promoveu a II Oficina de Iniciação à Observação de Aves.

Com a presença de 39 participantes, Walter Hasenack deu as boas vindas, relatando brevemente a história do COA no Brasil e os Objetivos do COA-POA.

A seguir Eduardo Chiarani introduziu os temas técnicos, explicando o que são as aves e porque observá-las.

Glayson Benke discorreu sobre os principais grupos de aves que compõe a avifauna do Rio Grande do Sul, as características principais de cada um deles, bem como citou seus principais e mais conhecidos representantes.

Dicas de onde, quando e como observar aves foram dadas aos participantes, de uma forma muito agradável e divertida, pela Maria do Carmo (Duca). Orientações preciosas para que ninguém "entre numa fria".

Registrar as observações é muito importante e Walter Hasenack discorreu brevemente sobre as diversas formas de fazê-lo, através de imagens, sons, desenhos ou por escrito.

De onde surgem os nomes populares das aves, como é composto um nome científico e dicas de identificação para quem está iniciando na atividade, foram dadas por Eduardo Chiarani, que complementou com as ferramentas que encontramos na internet para auxílio à identificação.

Um breve comentário sobre os diversos guias de campo que existem no mercado, suas características, prós e contras de cada um deles, foi dado por Glayson Bencke.

Finalizando a oficina, Walter Hasenack teceu comentários sobre a parte prática da Oficina, que acontecerá durante a saída aberta, no dia 21/04. Forneceu ainda informações sobre as atividades do COA-POA nos próximos meses, sobre os núcleos em formação, sobre a página do COA-POA na internet e de como os interessados podem fazer para se associar ao COA-POA e participar das atividades regulares.

A todos os participantes foi oferecido material didático impresso e um belo certificado de participação.


 


Foto: Walter Hasenack

 

 

 

 

 

 

Relato da reunião do dia 09 de março de 2013, no Jardim Botânico

A pauta encaminhada anteriormente foi a seguinte:

08:00 Observação de aves no Jardim Botânico

09:00 Resumo das observações

09:15 Os desafios nas saídas

09:20 Apresentação das camisetas

09:30 Relatos da saída à Flona

10:00 Experiência dos sócios: fotografia de aves anilhadas

10:15 Palestra da bióloga Aurélea Mäder, mestre em Diversidade e Manejo de Vida Silvestre, com o título: Avifauna do Parque Nacional da Lagoa do Peixe e arredores: Aspectos ecológicos e impactos antrópicos

11:30 Núcleos do COA-POA

Às 8:15, após aguardar um pouco a chuva fraca parar, saímos a caminhar pelo Jardim Botânico: 19 pessoas participaram da observação, que em 45min registrou 23 espécies, com destaque para uma pomba juriti-pupu (Leptotila verreauxi) que estava muito à vista sobre o parapeito da pontezinha no lago, contrariando seu hábito de ficar dentro da mata, e rendeu boas fotos!  No lago também um savacu posou para as fotografias. As capororocas em frutificação atraiam várias espécies, entre elas sabiá-laranjeira e sabiá-poca. Um gavião-carrapateiro pousado no prédio do Museu e um aracuã também nos chamaram a atenção, entre outras aves.

Às 9h começou a reunião, numa sala do Museu (as próximas serão na "Escolinha" do Jardim Botânico, maior, mais confortável, com ar-condicionado!), com a presença de trinta e uma pessoas! Muitos sócios novos vieram pela primeira vez à uma reunião nossa, essa foi bem longa porque tínhamos muitos assuntos a resolver...

Iniciamos com um relato breve da nossa observação do início da manhã feita pelo Glayson Bencke, e ainda ilustradas com as fotos feitas pelo Marcelo Alievi. Em seguida Walter Hasenack comentou sobre o desafio (que é basicamente a identificação posterior de uma ave que tenha gerado dúvidas durante alguma saída, estimulando a nossa curiosidade e espírito investigativo, além de que, deste modo, o aprendizado vai ser muito mais efetivo do que se simplesmente nos fosse informada a espécie e pronto!), o qual será desvendado ao final de cada dia de saída, quando estamos com os detalhes na memória.

As camisetas do COA nas três cores foram apresentadas em seguida nos tamanhos P, M e G, vestidas por Cybele, Beatriz e Maria do Carmo.

Helena Backes, Osmar Sehn e Jair Kray (não presente, mas enviou os arquivos) compartilharam as fotos tiradas na Flona de São Francisco de Paula durante o carnaval. O relatório final com todas as 120 espécies registradas está em fase de conclusão e em breve estará no nosso site.

Gilberto Müller, engenheiro eletrônico e sócio do COA, apresentou "Experiência com avistamentos de aves limícolas anilhadas encontradas no litoral do RS", relatando que, ao observar suas fotografias de bandos dessas aves, reparou nas anilhas e bandeirolas que algumas possuíam, inclusive que em alguns maçaricos-de-papo-vermelho era possível ler o código da mesma. Através do site bandedbirds.org ele conseguiu compartilhar e descobrir informações sobre as aves, onde foram anilhadas e quando foram reavistadas! Para ficarmos atentos na nossa saída próxima para a Lagoa do Peixe...

Num breve intervalo, cada pessoa presente fez uma rápida apresentação pessoal, e na sequência, Aurélea Mäder iniciou sua palestra, destacando que o PN da Lagoa do Peixe é um dos três locais mais importantes do Brasil para a avifauna migratória e que o COA registrou, em novembro último, 54% das espécies de lá! Aurélea participou de censos e anilhamento de aves migratórias do CEMAVE e no sub-projeto de sexagem de Calidris fuscicollis na barra da Lagoa do Peixe, e de monitoramento de animais encontrados mortos ao longo do nosso litoral, principalmente pinguins, que sofrem com derrames de derivados de petróleo e mesmo com redes de pesca, além de tantos outros animais que morrem devido à ação antrópica.  Também nos mostrou resultados de sua dissertação de mestrado, sobre o efeito da urbanização costeira sobre a distribuição espaço-temporal da avifauna.

Walter lembrou de nossa próxima atividade, a oficina de observação de aves no dia 13 de abril, seguida da saída aberta no dia 21 de abril da Redenção. Apresentou o folder impresso sobre o COA que será distribuído na ocasião.

Com o crescimento do COA aumentam o número de atividades nas quais podemos nos envolver, assim foram criados e hoje apresentados pelos seus respectivos coordenadores os Núcleos:

Fotografia (coordenado por Fabio Duarte), para compartilhar conhecimentos e desmistificar a arte de fotografar as aves;

Facilidades para observação de aves (Gilberto Müller), que começou com a ideia da Edenice de Souza, administradora da Flona, de construir uma torre de observação de aves lá, e vai além, com o COA envolvendo-se métodos de favorecer e incentivar a avistagem de aves em locais privados ou públicos;

Porto Alegre: cidade amiga das aves (Helena Backes), surgiu a partir de um movimento criado na nossa cidade e que visa tornar POA uma cidade mais inovadora em termos de tecnologia, mobilidade, arquitetura e sustentabilidade, e que envolve programas anti-colisão de aves, modos de atraí-las e educação ambiental.

Esses núcleos terão tópicos próprios para participação de quem quiser colaborar/participar no nosso Fórum, em breve.

 

Clique no botão abaixo para fazer o download da lista de espécies avistadas durante a atividade de observação. 

Baixar lista de espécies

 

Fotos da reunião

 

 

 

 

 

No dia 9 de Dezembro de 2012, conforme combinado ao longo dos últimos dias, o COA se reuniu para a confraternização de final de ano lá no Sítio do Ipê, do Walter e da Beatriz, em Lomba Grande. O dia estava perfeito, sol radiante e sem calor exagerado. Estavam presentes: Walter, Glayson, Duca, Diógenes, Rubem, Rita, Osmar, Helena, Lena, Kleber, Marcelo e as meninas Yasmin e Paola!

Começamos com a Helena nos mostrando imagens lindas (a sala da casa transformou-se numa sala de projeções!) da sua ida de novembro, por 6 dias, à Alta Floresta, que se localiza no extremo norte de Mato Grosso. A área é uma RPPN de 5mil hectares, onde fica, anexo,  o Cristalino Lodge. Foram 140 espécies fotografadas e quase 200 registradas, e pudemos ver um exemplo da avifauna riquíssima da região (claro que sempre tem uns mamíferos prá roubar a cena, hehehe). Vale procurar no Google Maps, e constatar que a área é um remanescente da floresta da região...

Na sequência Glayson falou sobre "A contribuição de Hermann von Ihering para as ciências naturais no RS", Von Ihering era alemão, naturalizado brasileiro; médico, filósofo e formado também em História Natural, e teve contribuição importantíssima no estudo de nossa fauna. Ele morou na região de Taquara entre 1880 e 1883, e descreveu a ocorrência de espécies hoje já extintas na região...

Em seguida Glayson ainda fez um rápido balanço de nossas atividades em 2012, foram 11 saídas oficiais, totalizando 20 dias em campo, com 320 espécies registradas (e ainda falta adicionar as da última para a Lagoa do Peixe!), ou seja, 48,4% das espécies do RS, sendo que destas, 31 ameaçadas de extinção!

Bom, depois das apresentaçãos, que transcorreram de modo muito informal e com muitas perguntas e comentários dos presentes, passamos para a sombra da figueira que tem ali em frente, e onde se localiza a churrasqueira! Carne deliciosa, companhia dez, e ainda o bate-papo e a revelação do amigo-secreto durante a tarde...ah, e a melancia!

Segue abaixo a foto do grupo (pena que o anfitrião, Walter, está atrás da lente...), notem a plaquinha que está ao pé da árvore de Natal e que deveria estar na entradinha do sítio mas que chegou depois de todos presentes, hehehe...

Abraços,
Duca