Nos dias 25 e 26 de novembro de 2017, o Clube de Observadores de Aves de Porto Alegre (COA-POA) realizou, pelo segundo ano consecutivo, uma visita ao Parque Estadual do Tainhas (PET), localizado na região dos Campos de Cima da Serra, no nordeste do Rio Grande do Sul. O PET corresponde a uma unidade de conservação (UC) de proteção integral, criada em 1975, que possui uma área de 6.654 ha, abrangendo porções dos municípios de Jaquirana, São Francisco de Paula e Cambará do Sul.

É uma das poucas UCs de proteção integral do Rio Grande do Sul que incluem extensões significativas de campos naturais (Duarte et al. 2008). O parque ainda é reconhecido como Área Importante para a Conservação das Aves (IBA), dada sua importância para a conservação de aves ameaçadas de extinção (Bencke et al. 2006). Os tipos de vegetação e ambientes encontrados no PE Tainhas são a floresta ombrófila mista (mata com araucária), os campos (estepe gramíneo-lenhosa e estepe parque), os banhados, as turfeiras e os afloramentos rochosos. Estas fitofisionomias fazem parte do bioma Mata Atlântica e correspondem aos chamados Campos de Cima da Serra. O PET conta com uma riqueza de 202 espécies de aves registradas até o momento, das quais cerca de 150 podem ser regularmente encontradas no parque durante os meses da primavera e verão (Eduardo Chiarani, dados não publ.).

Durante a presente excursão registramos 106 espécies de aves, todas dentro dos limites do PET. Um número semelhante ao registrado na saída anterior (foram 109 espécies em 2016), apesar da chuva que teve dessa vez. É um bom número, se considerarmos que em um dia de observações registramos cerca de 70% das espécies que são regulares no parque. Diferente da saída de 2016, dessa vez não houve nenhum registro inédito para o COA-POA (lifers). Em compensação, duas espécies observadas correspondem a novos registros para a UC: o beija-flor-preto-de-rabo-branco (Florisuga fusca) e a andorinha-doméstica-grande (Progne chalybea) (Eduardo Chiarani obs. pess.). Outra novidade nessa saída em relação à anterior foi a presença do caboclinho-de-barriga-preta (Sporophila melanogaster), uma espécie migratória, que no ano passado ainda não havia chegado à área no período em que ocorreu a saída.

Nossos agradecimentos à gestora do Parque Estadual do Tainhas, Ketulyn Füster Marques, e à agente administrativa, Fabiana Pinto Bertuol, por autorizar e apoiar a visita do COA-POA à UC.

Relatório

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Fotos

Vídeos

Vídeo elaborado pela associada Verônica Goidanich.

 

Lista de saídas