O Clube de Observadores de Aves de Porto Alegre realizou sua 9a visita ao Parque Nacional Lagoa do Peixe, em Tavares-RS, entre os dias 21 e 23 de Abril de 2017. O PNLP fica a 220km de Porto Alegre.

O PNLP possui 36.721,71 hectares e foi criado em 1986 (Diploma Legal de Criação: Decreto nº 93.546 de 06 de novembro de 1986). Além de proteger aves ameaçadas como o trinta-réis-real e a sanã-cinza, o PNLP faz parte de uma rede internacional de proteção as aves migratórias.

Foram percorridas a Trilha do Talha-Mar no primeiro dia, Estrada Balneário Mostardense, a Praia (25km) e a Barra da Lagoa no segundo dia, a Estrada da Caieira/Porto do Barquinho e a Trilha da Figueira no domingo, último dia.

No total foram registradas 121 Espécies, divididas em 43 Famílias conforme tabela no relatório completo abaixo. A sequência sistemática e os nomes científicos seguem a mais recente lista do Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos.

Chamou a atenção o fato de termos encontrado já alguns migrantes de inverno, como a calhandra-de-três-rabos e o colegial. Ao mesmo tempo aparece um migrante residente de verão (andorinha-do-campo) e migrantes do Hemisfério Norte (como os maçaricos e outros). Provavelmente a época favoreceu esse "encontro" de espécies oriundas de diferentes locais(observação de E.Chiarani).

Relatório

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Fotos

Nos dias 18 e 19 de março de 2017, o Clube de Observadores de Aves de Porto Alegre realizou sua primeira visita ao Parque Nacional de Aparados da Serra (PNAS), com a participação de 18 associados. O PNAS é uma Unidade de Conservação federal de proteção integral que possui 10.250 hectares. Está localizado na divisa dos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, abrangendo os municípios de Cambará do Sul-RS e Praia Grande-SC. O parque faz parte do bioma Mata Atlântica e abriga diferentes ecossistemas: Floresta Ombrófila Mista (floresta com araucária), Floresta Ombrófila Densa Montana e Submontana, Floresta Nebular, Campos Secos, Campos Turfosos, Campos Rupestres e Vegetação Rupícola (MMA/IBAMA 2003).

Relatório

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Fotos

De 25 a 28 de fevereiro de 2017, realizamos a sétima edição da já tradicional saída de carnaval do Clube de Observadores de Aves de Porto Alegre (COA-POA) à Floresta Nacional de São Francisco de Paula (FLONA). A FLONA é uma unidade de conservação (UC) de uso sustentável administrada pelo ICMBIO – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, localizada no município de mesmo nome, na região nordeste do Rio Grande do Sul.

A superfície da FLONA é de 1.606 ha e as altitudes giram em torno dos 900 metros. A área protege importantes remanescentes de floresta ombrófila mista (mata com araucária), entremeados com antigos plantios de araucária, pinheiros exóticos e eucalipto. Está situada na borda oriental do Planalto das Araucárias, no topo da chamada Serra Geral.

As observações foram realizadas principalmente no interior da unidade de conservação e também em um trecho de 3 km na estrada de acesso à unidade. O tempo se manteve com sol em todas as saídas, com temperatura média de 25ºC e ventos brandos.

Relatório

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Ênfase em Três (3) Áreas de Preservação (Áreas não abertas aos usuários do Parque). O Parque possui quatro áreas de Preservação. Na primeira visita (com 20 membros do COA-POA), uma das áreas de Preservação não foi observada, devido a problemas na abertura do portão da mesma. Sendo posteriormente visitada pelo integrante Kleber Pinto Antunes de Oliveira, na manhã de 01 de dezembro de 2016. Acréscimo na lista decorrente da visita em 01/12/2016, saí-azul, Dacnis cayana (Thraupidae).

O Parque Germânia possui uma área de 15,11 hectares, sendo que cerca de 50% dessa área está ocupada pelas quatro áreas de Preservação, conforme foi possível testemunhar analisando mapas do Parque Germânia, no prédio da Administração do Parque. Foi a primeira visita do COA-POA a esse Parque do município de Porto Alegre.

Relatório

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Saída para o Taim

Em função de treinamento interno dos bombeiros da Estação do Taim, nossa ida ficou inviabilizada para este destino nesta data. Tal fato nos levou a cancelar a saída, em função de outras dificuldades que surgiram.

Solicitamos aos associados nossas desculpas, em breve estaremos divulgando novo calendário de saídas.

Diretoria do COA-POA.

Nos dias 22 e 23 de outubro de 2016, o Clube de Observadores de Aves de Porto Alegre realizou sua primeira visita ao Parque Estadual do Tainhas (PET), localizado na região dos Campos de Cima da Serra, no nordeste do Rio Grande do Sul. Um dos grandes objetivos da saída era observar a águia-cinzenta (Urubitinga coronata), visto que a espécie é encontrada com frequência no parque (Eduardo Chiarani obs. pess.).

O PET corresponde a uma unidade de conservação (UC) de proteção integral, criada em 1975, que possui uma área de 6.654 ha, abrangendo porções dos municípios de Jaquirana, São Francisco de Paula e Cambará do Sul. É uma das poucas UCs de proteção integral do Rio Grande do Sul que incluem extensões significativas de campos naturais (Duarte et al. 2008) . O parque ainda é reconhecido como Área Importante para a Conservação das Aves (IBA), dada sua importância para a conservação de aves ameaçadas de extinção (Bencke et al. 2006)2. Os tipos de vegetação e ambientes encontrados no PE Tainhas são a floresta ombrófila mista (mata com araucária), os campos (estepe gramíneo-lenhosa e estepe parque), os banhados, as turfeiras e os afloramentos rochosos1. Estas fitofisionomias fazem parte do bioma Mata Atlântica e correspondem aos chamados Campos de Cima da Serra. O PET conta com uma riqueza de aproximadamente 200 espécies de aves, das quais cerca de 150 espécies podem ser regularmente encontradas no parque (Eduardo Chiarani, dados não publ.).

Relatório

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Fotos

Esta foi a quarta visita do COA-POA ao Parque Estadual do Turvo desde 2011. O parque é a maior reserva florestal protegida do Rio Grande do Sul e, graças à conexão com as extensas florestas do sul da província de Misiones, na Argentina, mantém sua avifauna ainda praticamente íntegra. Como de costume, a excursão rendeu ótimos registros. Vimos ao todo 185 espécies, incluindo nove que não havíamos registrado antes em saídas ao Turvo: mocho-diabo, andorinhão-velho-da-cascata, joão-bobo, choca-de-boné-vermelho, curutié, papinho-amarelo, filipe, vira-bosta-picumã e gaturamo-rei. O total de espécies registradas no interior do parque foi de 147. Os destaques foram o registro do papinho-amarelo, pássaro que permaneceu por muito tempo “desaparecido” no Turvo até seu reencontro em 2013, a arena de pavós na trilha do Lajeado do Fábio, o mocho-diabo na corujada do dia 19 e o pica-pau-de-cara-amarela na estrada do Salto.

Relatório

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Clique aqui para baixar o relatório com informações sobre mamíferos silvestres observados.

Fotos e vídeos

Saída ao mar para observação de aves pelágicas - Torres

Atividades: o COA-POA foi novamente convidado a participar desta interessante saída, que é organizada por professores da UFRGS e que tem como objetivo a observação de mamíferos e aves marinhas. A sistemática adotada nos anos anteriores foi uma navegação inicial até a Ilha dos Lobos, onde é feita a observação de lobos e leões marinhos por aproximadamente 45 minutos. Depois a embarcação segue para um ponto que dista aproximadamente 5 milhas náuticas da costa, onde são lançadas iscas para atração de aves pelágicas. O tempo desta observação depende da abundância de aves atraídas. Em saídas anteriores teve a duração de aproximadamente uma hora. Em condições normais o retorno ao píer se dá por volta das 15 horas.

Nos dias 20 e 21 de agosto de 2016, o Clube de Observadores de Aves de Porto Alegre realizou uma excursão para os municípios de Dom Pedro de Alcântara e Torres, no extremo norte do litoral do Rio Grande do Sul. Nesta saída estava prevista a primeira visita do Coa-Poa ao Parque Estadual de Itapeva (PEVA), localizado em Torres, porém as péssimas condições climáticas (chuva e vento forte) não nos possibilitaram fazer observações no parque. O PEVA corresponde a uma unidade de conservação (UC) criada em 2002 e possui cerca de 1.000 hectares, preservando remanescentes da Mata Atlântica em um mosaico de ambientes (dunas, mata de restinga, mata paludosa, banhados, etc). Em Torres também há o ambiente marinho, onde é possível observar aves costeiras e pelágicas a partir da beira da praia. Já em Dom Pedro de Alcântara é possível encontrar áreas de Floresta Ombrófila Densa (Mata Atlântica strictu sensu) e áreas abertas, como campos e banhados.

Esta saída estava prevista para visitar o Parque Estadual de Itapuã. Como o parque está fechado para visitação, alteramos a saída para Barra do Ribeiro.

Data: 24 de julho de 2016 - Domingo.

Horário: Início: 07h00min – Término: por volta das 15h. Retorno livre para cada participante.

Local: Em Guaíba, seguiremos pela estrada em área rural até a Barra do Ribeiro. O retorno se dará pela BR-116 desde a Barra do Ribeiro. O ponto de encontro será no posto da Polícia Rodoviária Federal, na BR-116 logo após o pedágio de Eldorado do Sul às 7:00h.

Vagas: 16 vagas para associados.

Atividades:
As observações serão realizadas principalmente de dentro dos veículos, não sendo previstas grandes caminhadas. As atividades serão voltadas mais aos principiantes, mas todos os associados serão bem-vindos.

Atenção: SAÍDA CANCELADA devido ao baixo nível da Barra do Rio Mampituba.

Saída ao mar para observação de aves pelágicas - Torres

Atividades: O COA-POA foi novamente convidado a participar desta interessante saída, que é organizada por professores da UFRGS e que tem como objetivo a observação de mamíferos e aves marinhas. A sistemática adotada nos anos anteriores foi uma navegação inicial até a Ilha dos Lobos, onde é feita a observação de lobos e leões marinhos por aproximadamente 45 minutos. Depois a embarcação segue para um ponto que dista aproximadamente 5 milhas náuticas da costa, onde são lançadas iscas para atração de aves pelágicas. O tempo desta observação depende da abundância de aves atraídas. Em saídas anteriores teve a duração de aproximadamente uma hora. Em condições normais o retorno ao píer se dá por volta das 15 horas.

De 17 e 19 de junho de 2016, o Clube de Observadores de Aves de Porto Alegre realizou sua primeira visita ao Parque Estadual da Quarta Colônia (PEQC), no município de Agudo, Rio Grande do Sul. A saída contou também com a participação de alguns integrantes do Clube de Observadores de Aves de Santa Maria.

O PEQC corresponde a uma unidade de conservação (UC) criada em 2005 e está localizada nos municípios de Agudo e Ibarama, Região Central do RS. Tem área de 1.847 hectares, preservando trechos de floresta estacional decidual, incluída no bioma Mata Atlântica. Sua implantação está vinculada ao cumprimento de uma medida compensatória devido à instalação da Usina Hidrelétrica de Dona Francisca, no médio curso do rio Jacuí.

Registramos ao todo 98 espécies de aves durante a presente excursão. Algumas delas representam registros novos para a área do PEQC, a exemplo do caburé (Glaucidium brasilianum), do andorinhão-de-sobre-cinzento (Chaetura cinereiventris) e do piolhinho-verdoso (Phyllomyias virescens). A seguir são listadas as espécies registradas, juntamente com breves comentários sobre as observações mais relevantes. A sequência sistemática e os nomes científicos seguem a mais recente lista do Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (Piacentini et al. 2015). Os nomes populares estão de acordo com Bencke et al. (2010).

Lista de saídas